17/09/2018

Glutamina e Saúde: Qual seu papel no corpo?

Como é conhecido, a glutamina (gln) é um aminoácido mais abundante em nosso organismo, sendo uma de suas ações imunomoduladora, e uma grande variedade de funções orgânicas essenciais são realizadas por este aminoácido. Além da glicose, a gln é o principal nutriente para a manutenção da homeostasia, não sendo possível a sua substituição por outros compostos. Algumas funções que a gln exerce podem ser colocadas como essenciais, por exemplo: sintetizar nucleotídeos, atuar como substrato energético, destoxificação da amônia entre tecidos, participar do sistema antioxidante, regular as vias de sinalização relacionadas a defesa e ao reparo celular, entre outros. (Cominetti, C.; Rogero, M. M. R. e Aderuza, 2017).

 

A sua importância é vista em cada órgão que possui tanto enzimas para síntese ou degradação da gln, contudo, a atividade enzimática determinará se o tecido ou órgão é predominantemente consumidor como: intestino, baço, pâncreas, rins e células do sistema imune, ou produtor de gln – músculo, cérebro, coração, pulmões e tecido adiposo. O fígado tem função dupla que em condições normais a taxa de síntese e degradação é mantida em equilíbrio dinâmico (Bulus, N. et al.1989). A gln pode ser estocada livre no músculo em torno de 20 mmol/L de água intracelular, sendo o músculo, um dos principais sítios de síntese e liberação de gln, em torno de 40 a 60% do pool de aminoácidos livres para os outros tecidos. A gln também tem função importante no sistema nervoso central que pela atividade da glutamina sintetase, ocorre o controle na produção de amônia que em grandes concentrações pode comprometer o sistema nervoso central (Fontana, K. E., et al. 2003).

 

A gln por ser um aminoácido abundante e crucial ao metabolismo celular, e a redução da biodisponibilidade de glutamina, pode influenciar uma variedade de funções, alterando a expressão de genes fundamentais no controle homeostáticos. (VAN ACKER, B. A. et al. 1999).

 

Em pacientes críticos e submetidos a grandes cirurgias é percebido que os níveis de glutamina estão reduzidos e que deixa o paciente mais susceptível a infecções secundárias, tempo de recuperação e também na taxa de mortalidade (MARC P. McRAE, 2017).

 

Com o grande avanço da nutrição e biologia molecular permitiu evidenciar que um grande número de vias de sinalização e genes é influenciado e regulado pela disponibilidade de glutamina no organismo, incluindo os genes responsáveis pela sua própria síntese e degradação.

 

FONTE: http://www.vitaforscience.com.br/single-post/2018/07/16/Glutamina-e-saude-Qual-seu-papel-no-corpo